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Confiança é chave para sairmos dessa

Confiança agora é tudo

Escolher quem estará ao nosso lado amanhã passou a ser uma das nossas maiores preocupações. Enquanto todos estávamos distantes um dos outros, pelo menos fisicamente, cada um teve que passar um pente fino em sua vida. O que fazer, como fazer, com quem fazer, por que fazer: essas questões passaram a ser colocadas diariamente na vida de todos. Afinal, tivemos que reaprender a viver – tanto conosco, quanto com o próximo. E nisso pessoas foram, pessoas ficaram. Talvez poucas, mas aquelas que a relação de confiança estava estruturada em pilares sólidos.

Esse vendaval balançou não apenas diversos modelos de negócios, onde marcas – de grandes a pequenas – tiveram que se reinventar e colocar a criatividade à todo vapor. A pandemia mostrou como que a confiança agora é tudo: desde o que compramos a até com quem decidimos compartilhar os momentos, as decisões e até mesmo os negócios. Ao confiarmos em um produto, marca e amigo, qual a chance de se lembrar deles em momentos bons (e ruins também)? Sem contar no medo que paira no ar em movimentos simples de ir a restaurantes, shoppings, farmácias…

Isso não é “achismo”. Em uma pesquisa divulgada por um dos jornais acadêmicos mais premiados, o The Lancet, foi constatado que a confiança geral da sociedade diminuiu. Foi mensurado o quanto as pessoas acreditam naquilo que diretrizes a até publicidade falam para elas – no caso, sobre o COVID-19. O resultado, você já deve saber: a cada semana que se passava, menos as pessoas confiavam naquilo que ouviam.

E como fazer escolhas no meio de tanta incerteza? Depois desse período de tantos poréns, quem você quer que passe um dia inteiro, aparentemente banal, com você? Qual será o modelo do seu negócio? Como você vai passar o seu tempo livre?

Tudo começa pela confiança

Atenção, cuidado, observação e carinho. Essas são as bases para se construir uma relação de confiança. Contudo, não vá esperando encontrar um tutorial de 7 passos para construir cada uma delas. Relacionamentos de valor são construídos com o tempo. A confiança nasce como consequência da forma pela qual cuidamos daqueles que estão ao nosso lado.

E aqueles que ficam, aqueles que escolhemos, diz tanto sobre nós do que sobre o outro. Estar ao lado de alguém que pensa além, que é curioso, amável, com valores e princípios, com metas e objetivos claros diz que você se alinha a tudo isso também. A nossa tribo diz muito sobre no que confiamos. As nossas escolhas, idem.

Quando começamos a nos importar pelo o quanto e o que podemos trocar com o outro, começamos a criar todas as bases citadas anteriormente. Preocupar-se com o outro, se interessar pelos acontecimentos mais banais, problemas e conquistas demonstra que você considera essa pessoa e a quer bem. É fato: quanto mais demonstramos afeto e carinho pelos outros mais temos a oportunidade de receber de volta essa atenção. E quanto afeto parece que precisamos todo esse tempo, não?

Voltando ao “novo” normal

O novo normal vai se resumir a ganhar a confiança. As relações estarão cada vez mais profundas pois vamos escolher tudo a dedo. Afinal, arriscar-se estava perigoso até então. Tivemos que dar um reset desde os nossos negócios a até nossas companhias para saber: “o que fazer agora?”

Um dos grupos que já começa a entrar nesse novo normal é o Early adopter – correspondente a cerca de 13% da população, segundo estudos. Esse grupo constitui-se dos adotantes iniciais de uma inovação. São eles os responsáveis pelo sucesso de um novo produto ou serviço. Isso porque eles estão dispostos a experimentar novidades, mesmo que se tenha riscos envolvidos. Ou seja: que ainda não há uma confiança estabelecida.

É importante pensarmos no Early adopters pois, segundo a teoria da difusão de inovações, eles são os responsáveis por consolidar uma nova ideia, produto ou… comportamento na sociedade. Dessa forma, se eles estão mais reticentes agora em se relacionarem ou a comprarem, isso será refletido em todos.

Entretanto, para saber onde depositar a nossa confiança, precisamos passar pelos processos de desconstrução das nossas certezas e incertezas. Olhar profundamente para nós para entender onde devemos mirar e por que. Qual é o passo que posso dar? Será que aqui é seguro? Vá e descubra!

 

 

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