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Emoções e sentimentos não são a mesma coisa

 

Emoções e sentimentos costumam ser considerados a mesma coisa. Embora estejam relacionados, há uma diferença entre emoções e sentimentos, e ambos servem a você de uma maneira única em suas diferenças. Entendê-las é importante para compreender que a maneira como você se comporta no mundo é o resultado final de como você lida com seus sentimentos e emoções.

Resumidamente: Os sentimentos expressam sua verdadeira identidade, enquanto as emoções revelam como você foi ensinado a reagir aos eventos de sua vida.

Entender para ressignificar

Aprender a diferença entre sentimentos e emoções é crucial para nos compreendermos e iniciarmos uma mudança pessoal de longo prazo, que não seja apenas posts no Instagram. Os especialistas em muitos campos do comportamento concordam que nossos sentimentos profundos vêm da nossa crença sobre a vida, enquanto nossas emoções são puramente baseadas no físico, sujeitas a mudanças e são basicamente reações a eventos da vida.

O que são emoções?

De acordo com Carl Jung, os objetos atraem e invocam emoções. Este é um fenômeno natural e essencial para a sobrevivência humana. Ao encontrar um desconhecido, você pode ter uma série de sensações como: curiosidade ou medo. Quando você dá um nome a esse desconhecido, ele se torna um símbolo carregado de significado.

É por meio desse processo que as emoções se ligam a todos os objetos do universo. Quando algum objeto recebe um nome, ele não apenas se torna uma coisa, mas também algo significativo. Quando você nomeia uma pessoa de namorado(a), as coisas mudam, né?

Essas emoções podem ser tão rotineiras e sutis quanto nossos gostos e desgostos, ou nossos sentimentos de ambivalência – o que também é um estado de significado.

As emoções são reações físicas que geram estados mentais metafísicos. Isso é experimentado quando estremecemos quando assustamos, por exemplo. Os estados mentais metafísicos também podem gerar emoções que obrigam à ação física. Por exemplo: se um ente querido precisa de ajuda, essa interpretação mental acende nossas emoções, obrigando a ação física. São impressões essenciais do mundo e de sua relação com ele. As emoções estabelecem a sua atitude em relação à realidade e criam o seu impulso para realizar.

Dessa maneira, encontramos um percurso de “senso de vida”, uma forma emocional que o ajuda a encontrar uma razão para a existência e define seu relacionamento com outras coisas que existem. As emoções estabelecem sua atitude em relação à realidade.

Além disso, essas emoções estão conectadas aos seus sistemas biológicos e são projetadas para alertá-lo sobre o perigo ou atraí-lo para algo agradável. Se estivesse morrendo de fome, você não teria a motivação necessária para subir em uma árvore e colher suas frutas para comer.

O que são sentimentos?

À medida que os objetos em seu mundo produzem emoções dentro de você, essas emoções são coletadas no subconsciente e começam a se acumular. Isso ocorre principalmente quando eventos semelhantes são experimentados repetidamente. No final das contas, eles formam uma conclusão emocional sobre como viver a vida e, mais importante, como sobreviver física e mentalmente em um mundo de caos. Quando isso acontece, um sentimento nasce. Dessa forma, as emoções funcionam como uma espécie de “fábrica de sentimentos”.

Imagine que você observa seu filho se aproximando de uma tomada elétrica com um clips de papel na mão. Seu sentimento contínuo de amor por seu filho irá gerar a emoção temporária de medo. Você age rapidamente gritando “Não!” e afasta a mão do seu filho da tomada. Talvez seu filho reaja com surpresa e raiva, e tente desafiadoramente inserir o clipe de papel na saída novamente. Seu contínuo sentimento de amor por seu filho pode gerar uma emoção temporária de raiva, porque seu filho está sendo teimoso diante de suas tentativas de salvar a vida dele. Apesar da raiva, você o ama. Por tudo o que já passaram juntos.

Os sentimentos definem sua verdadeira natureza – sua identidade autêntica – algo que permanece estável por toda a sua vida. Esta identidade autêntica é a essência de quem você é, independentemente de sua personalidade ou das influências sociais e culturais de sua vida.

Suas crenças subconscientes sobre o mundo e sua visão moral dele vêm do Eu Autêntico. Eles são responsáveis ​​pela formação de seus sentimentos de identidade – seus instintos, sua intuição, sua bússola interna.

O Eu Autêntico tem suas próprias convicções morais enraizadas profundamente dentro de um indivíduo. A convicção de que a vida é preciosa, por exemplo, vai além da linguagem. Eu sei que a vida é preciosa, porque eu sei disso. Esse sentimento é chamado de crença interior autêntica.

Quando encontro um evento externo ou ideia que está de acordo com minhas crenças internas autênticas, experimento sentimentos positivos. Se eu sinto que a vida é preciosa e vejo alguém ajudar outra pessoa, me sinto bem. Quando encontro algo que se opõe às minhas crenças internas autênticas, experimento sentimentos negativos. Se eu testemunhar egoísmo ou desprezo pelos outros, me sinto mal.

Os sentimentos garantem que você será o “você autêntico” pelo resto da vida, porque os sentimentos vêm de uma fonte estável e definida. As emoções permitem que você expresse esse âmago de uma variedade de maneiras que não são tão estáveis ​​ou definidas. Por isso, é importante cultivar sentimentos bons. Se eles nascem de experiências acumuladas, considere: o que eu estou semeando no meu dia a dia?

O cultivo é diário. O autodescobrimento também

O segredo para saber quem você é e viver bem começa em saber a diferença entre sentimentos sustentados e emoções temporárias. Eles são fáceis de separar quando você considera por quanto tempo pode rir ou chorar. Por quanto tempo você pode expressar alegria? Esses são estados temporários que, na maioria das vezes, são visíveis para os outros. Por outro lado, como você se sente é muito mais profundo e só se torna conhecido em suas ações.

 

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